‘A gente se sentia forte’, diz Bellintani após eliminação do Bahia

Após a eliminação na Copa do Brasil, o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, concedeu entrevista coletiva. Ele lamentou a derrota para o Grêmio por 1 a 0, na noite desta quarta-feira (17), na Arena Fonte Nova, pelo jogo de volta das quartas de final. Para o mandatário, o revés no torneio nacional dói mais do que a perda no ano passado, quando o Tricolor baiano também foi derrotado na mesma fase.

“De todas as perdas a que a gente mais se sentia preparado para conquistar. O momento do clube hoje era um momento que a gente se sentia forte para chegar numa semifinal de um campeonato nacional. Essa perda de hoje dói mais do que a perda que tivemos na Copa do Brasil do ano passado, apesar de terminar na mesma fase. A minha primeira leitura é de apesar do Bahia ter sido visto como intruso, que veio desde o início, com o menor orçamento. Talvez dos oito clubes nesta fase, apenas dois tem uma folha salarial abaixo dos R$ 10 milhões e nós temos um terço das seis maiores folhas”, analisou. “Esse momento serve de aprendizado, de fortalecimento, lamber as feridas. Entender que decepciona qualquer um, mas estamos num momento de sintonia com a torcida que reconhece os avanços que aqui tem gente de bem que quer o melhor para o clube”, lamentou.

Bellintani reconheceu a superioridade do Grêmio dentro de campo. Porém, ele exaltou a entrega dos jogadores do Bahia na partida. Segundo o mandatário, não faltou alma ao Tricolor baiano.

“Primeiro acho absolutamente normal que numa derrota venham, os mesmos que dão tapinhas nas costas nos momentos bons, são os primeiros a mandar mensagens. Tenho certeza que hoje faltou bola para a gente, mas não faltou alma. A alma ficou toda dentro de campo, cada jogador que estava ali honrou a camisa do clube. A gente podia ter sido tecnicamente superior do que nós fomos. Isso mostra que poderíamos ter ido para as semifinais de maneira justa e entendendo o resultado. A gente vencer o Grêmio aqui seria um resultado normal. O que eu faço com as críticas boas é absorvê-las e aproveitá-las. As críticas que são naturais, que se repetem a cada momento de perda, elas são oportunistas e a gente despreza. Eu tenho uma alma muito preparada para as coisas ruins, elas batem e voltam”, afirmou.

Fora da Copa do Brasil, o Bahia agora foca exclusivamente no Campeonato Brasileiro. A equipe ocupa a 11ª posição com 14 pontos na tabela e o próximo compromisso será diante do Cruzeiro, sábado (20), às 17h, novamente na Fonte Nova, pela 11ª rodada da competição. Bellintani disse que acredita que o time baiano pode terminar a competição entre os 10 primeiros colocados.

“Acho que tem. Nunca prometi resultado, mas temos aspiração de ficar entre os 10 primeiros colocados, apesar de sermos o 14° orçamento. Eu tenho obrigação de dizer que no futebol brasileiro e no futebol do mundo inteiro orçamente é absolutamente relacionado à colocação do time na competição. Apesar de termos o 14° orçamento queremos ficar entre os 10 primeiros, portanto uma meta ousada. Por que a gente acredita que ela é possível? Porque nós temos um clube muito mais organizado do que a média do futebol brasileiro, porque a gente tem uma torcida muito mais envolvida do que a média das torcidas brasileiras, porque a gente tem um departamento de futebol, uma análise de desempenho, diretor de futebol, treinador e comissão técnica que cuidam minuciosamente de detalhes que outros clubes não cuidam e isso me faz crer que é possível termos uma colocação entre os 10 primeiros. Se vai ser confirmado ou não, isso será definido dentro de campo. Apenas em duas rodadas até agora do Brasileiro terminamos fora da primeira página.”, explicou.

 

Por: Jôsy Souza/BN

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