INSS anuncia lista de novos bancos que vão pagar aposentadorias e benefícios

INSS anuncia lista de novos bancos que vão pagar aposentadorias e benefícios. Seis novos bancos privados venceram o leilão que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) promoveu na última semana para pagar a folha de aposentados, pensionistas, entre outros benefícios.

Esses beneficiários – na maioria, aposentados e pensionistas – terão os pagamentos administrados pelos seis bancos durante 15 anos. Nesse período, os bancos poderão, por exemplo, oferecer crédito consignado para os beneficiários.

Lista de novos bancos

Participaram do leilão 23 instituições bancárias que disputaram 26 lotes. O INSS espera arrecadar dos seis vencedores R$ 24 bilhões nos próximos cinco anos.

Esses bancos são:

  • Santander
  • Crefisa
  • Agibank
  • Itaú-Unibanco,
  • BMG
  • Mercantil do Brasil

Estes bancos serão responsáveis pelos pagamentos dos beneficiários que entrarem no INSS entre 2020 e 2024.

Além de fazer o pagamento de benefícios, os bancos terão de realizar a chamada “prova de vida” dos beneficiários e também notificar as pessoas em caso de suspeita de irregularidades.

As instituições também terão que emitir, sem custo, o primeiro cartão de saque com função de débito, sem a necessidade de abertura de conta.

O INSS informou que o leilão não afeta os contratos em vigor. O pagamento dos atuais beneficiários continua sendo feito nas mesmas instituições em que eles já recebem.

O segurado não terá custos

A realização do pregão e o fato de haver uma grande arrecadação de valores para o INSS não representa qualquer custo para os beneficiários do INSS. De acordo com as regras que regularam o pregão, os custos do pagamento da folha são exclusivos das instituições pagadoras, não existindo nenhum ônus ou valor que recaia sobre o benefício concedido ao cidadão.

O valor arrecadado pelo INSS é usado para a própria manutenção dos serviços da autarquia, que com essa arrecadação poderá continuar investindo na sua modernização e na melhoria do atendimento.

Por: Jôsy Souza/Mídia Regional

Fonte: ASCOM

Aposentadoria do INSS vai subir em 2020 com reajuste salarial do teto

Aposentadoria do INSS vai subir em 2020 com reajuste salarial do teto. Um assunto que vem chamando muita atenção nos últimos dias é o aumento do salário mínimo que gera um impacto significativo na vida de milhões de brasileiros, principalmente, dos aposentados, pensionistas e outros beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que devem receber um reajuste, previsto para ter início no próximo dia 1º de janeiro de 2020.

Essa com certeza é uma boa notícia. Apesar de não ser um valor tão grande assim, mas com certeza vai ajudar no orçamento da família.

Quem ganha acima de um salário mínimo terá um reajuste de 4,2% sobre o valor atual, que é de R$ 998. O teto do INSS também terá um aumento. O índice usado para reajustar os benefícios é o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), do IBGE.

  • O salário mínimo e as aposentadorias do INSS poderão ser reajustados em 4,2% em 2020
  • O valor corresponde à expectativa do governo de Bolsonaro para a inflação deste ano
Reajuste salarial para 2020
  • O salário mínimo passará a ser R$ 1.040, porém, já atualizou esse valor e anunciou que o mínimo deve ser R$ 1 real menor, caindo para R$ 1.039
  • O piso dos benefícios da Previdência (INSS) passará a ser R$ 1.040
  • O teto dos benefícios previdenciários vai subir para R$ 6.084,71
Qual o valor da aposentadoria após o aumento do salário mínimo 2020? Veja na tabela abaixo:

Confira abaixo como ficam outros valores pagos pelo INSS com o reajuste de 4,2% em 2020 (em R$):

Benefício em 2019 que recebem: Benefício em 2020 devem passar a receber:
        R$   998            R$   1.039
        R$  1.000            R$   1.042
        R$  1.200            R$   1.250
        R$  1.400            R$   1.459
        R$  1.600            R$   1.667
        R$ 1.800            R$   1.876
        R$  2.000            R$   2.084
        R$  2.200            R$   2.292
        R$  2.400            R$   2.501
        R$  2.600            R$   2.709
        R$  2.800            R$   2.918
        R$  3.000            R$   3.126
        R$  3.200            R$   3.334
        R$  3.400            R$   3.543
        R$  3.600            R$   3.751
        R$  3.800            R$   3.960
        R$  4.000            R$   4.168
        R$  4.200            R$   4.376
        R$  4.400            R$   4.585
        R$  4.600            R$   4.793
        R$  4.800            R$   5.002
        R$  5.000            R$   5.210
        R$  5.200            R$   5.418
        R$  5.400            R$   5.627
        R$  5.600            R$   5.835
        R$  5.800             R$    6.044
        R$  5.839,45             R$    6.084
Alerta importante aos beneficiários do INSS

Segurados do INSS que recebem por meio de conta-corrente, conta poupança ou cartão magnético, devem comprovar, anualmente, que estão vivos. Isso serve para dar mais segurança ao cidadão e ao Estado brasileiro, pois evita fraudes e pagamentos indevidos de benefícios.

Como regra geral, o procedimento deverá ser realizado todos os anos pelo próprio beneficiário, na instituição bancária em que recebe seu benefício. Existem bancos que utilizam a data do aniversário da pessoa, assim como há os que convocam o beneficiário no mês anterior ao vencimento da fé de vida.

É bem simples: basta apresentar um documento de identificação com foto (carteira de identidade, carteira de trabalho, carteira nacional de habilitação e outros) a um funcionário. Algumas instituições financeiras já utilizam a tecnologia de biometria nos terminais de autoatendimento. Os bancos comunicam os segurados sobre a necessidade de realizar o procedimento por meio de mensagens informativas, disponibilizadas nos terminais eletrônicos de autoatendimento e sites na internet.

Fique atento para não ter o beneficio bloqueado!

Quem não fizer no final de 12 meses da última comprovação terá seu pagamento bloqueado. Após 6 meses sem comprovação de vida o benefício é cessado.

Por: Jôsy Souza/Mídia Regional

Fonte: ASCOM

Trabalhador teria de contribuir 44 anos para ter teto da aposentadoria

A nova proposta de reforma da Previdência, apesar de facilitar o acesso à aposentadoria em relação à versão anterior, pode vir com uma regra que reduz o valor do benefício de quem ganha acima do salário mínimo.
A fórmula de cálculo em estudo pelo governo e pela Câmara, exigirá 44 anos de contribuição previdenciária para o trabalhador receber o valor máximo do benefício.

A regra prevê que o benefício para quem completar idade mínima e 15 anos de contribuição seja equivalente a 50% da média salarial do trabalhador. A mudança não afeta quem tem direito a um salário mínimo, que tem o valor integral garantido.

Após os 15 anos de contribuição, a fórmula prevê o aumento de um ponto percentual por ano de 16 a 25 anos de contribuição; 1,5 ponto de 26 a 30 anos; 2 pontos de 31 a 35 anos e 2,5 pontos a partir de 36 anos de contribuição, com limite de 100%.

O texto já aprovado pela comissão especial na Câmara exige 40 anos de contribuição para ter acesso ao valor máximo do benefício. O relatório do deputado Arthur Maia (PPS-BA) reduziu os 49 anos previstos na proposta original do governo. Agora uma nova proposta está sendo elaborada para compensar a redução de economia prevista para os próximos anos com a flexibilização da reforma.

Arthur Maia anunciou, na semana passada, que ele e o governo negociam com líderes da base uma nova versão da reforma. Ele adiantou que vai retirar a exigência de 25 anos de contribuição e manter os atuais 15 anos. Afirmou, ainda, que manterá a proposta de idade mínima de 65 anos (homem) e 62 (mulheres).
A expectativa é que mudanças na aposentadoria rural e no benefício assistencial pago a pessoas com deficiência e idosos de baixa renda também sejam retiradas.

Nesse contexto, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou que a redução da proposta não pode ser superior a 50% da economia prevista originalmente. O texto do governo previa cerca de R$ 800 bilhões de ganho com a reforma, mas o relatório aprovado na comissão prevê 75% da economia original.
Em entrevista à Folha, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta terça-feira (14) que não é possível fazer mais flexibilizações na reforma previdenciária e que ela “já chegou no osso”.

Segundo ele, não haverá redução na idade mínima para mulheres, de 62 para 60 anos, apesar da pressão da base. “O governo cumpriu seu papel quando aceitou fazer flexibilizações, agora é hora do Congresso votar.”
A mudança na idade mínima tem sido reivindicada por deputadas e senadoras governistas. No governo, há assessores que consideram a redução como uma carta na manga caso a proposta enfrente resistências no plenário.

A tramitação da reforma da Previdência parou em maio, após a aprovação do texto em comissão especial. Para entrar em vigor, a proposta depende de aprovação dos plenários da Câmara e do Senado, em dois turnos, e com o apoio de pelo menos três quintos dos parlamentares em cada Casa. (Folha de S. Paulo)