Fragmentos de óleo são retirados no litoral de Alcobaça, região de Abrolhos

Fragmentos não são parte de manchas novas, mas resíduos que se movimentaram com fluxo do mar.

Fragmentos de óleo foram retirados do litoral da cidade de Alcobaça, no extremo sul da Bahia, nesta quarta-feira (6). O município fica a cerca de 70 km do Arquipélago de Abrolhos.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Alcobaça detalhou que os fragmentos removidos não são parte de manchas novas que tenham chegado às praias, mas sim resíduos que se movimentaram com o fluxo do mar.

A secretaria adiantou que o material recolhido pesa entre 15 e 17 kg, mas que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) fará uma nova pesagem.

Na cidade de Alcobaça, o óleo atingiu todas as praias. O primeiro registro foi no domingo (3) Por lá, o material é armazenado em um galpão.

Atualmente, a Bahia tem 31 cidades atingidas pelo óleo, além do Parque Nacional Marítimo de Abrolhos, que está com visitação suspensa até o 14 de novembro por conta da substância. A última cidade onde as manchas chegaram foi em Mucuri, que é o limite entre a Bahia e o estado do Espírito Santo.

As manchas de óleo começaram a chegar no estado em 3 de outubro, quase um mês após o início do problema no país. O Governo do Estado decretou situação de emergência, que engloba, até então, 21 municípios.

Por: Jôsy Souza

Fonte: G1

Manchas de óleo atingem 88 municípios e 233 localidades

Oitenta e oito municípios e 233 localidades foram afetados pelas manchas de óleo no litoral da Região Nordeste, segundo boletim atualizado nesta última quarta-feira pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis  ( Ibama ).

A última atualização divulgada pelo instituto havia sido divulgada há quase uma semana — na sexta-feira, 19 de outubro. O boletim aponta o crescimento de áreas afetadas no estado da Bahia. A área mais ao sul onde houve registro foi a Praia de Arakakaí, no município de Santa Cruz Cabrália, que fica a cerca de 20 quilômetros de Porto Seguro. Segundo o boletim, o óleo não foi observado novamente em uma revisita.

O Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado por Ibama, Marinha e Agência Nacional do Petróleo anunciou nesta terça-feira que mil toneladas de resíduos de óleo já foram recolhidos no litoral do Nordeste.

 A Marinha dividirá a investigação sobre a origem do óleo em três frentes, com apurações sobre o tráfego de navios na altura da costa brasileira, o movimento das correntes marítimas e os aspectos químicos do óleo encontrado nas praias.

A Força considera que o vazamento de petróleo pode ter ocorrido mais próximo da costa, oscilando entre 270 e 600 km. Até então, as estimativas variavam entre 600 e 800 km. A informação já foi encaminhada para as outras frentes de apuração dentro da Marinha e pode impactar na delimitação de navios colocados como suspeitos de vazamento.